A presença das mulheres na engenharia, embora ainda minoritária, é resultado de séculos de luta contra barreiras sociais e acadêmicas. No início do século XX, mulheres como Hedy Lamarr desempenharam papeis cruciais em grandes obras, como a inovação na tecnologia de comunicação sem fio, mesmo sem muito reconhecimento, veio com essa ideia a criação de tecnologias como Wi-Fi e Bluetooth. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitas mulheres ocuparam vagas em indústrias e projetos de engenharia, mas foram frequentemente relegadas a funções secundárias após o conflito.
A partir da década de 1980, avanços na igualdade de gênero permitiram maior participação feminina na área. Mulheres como Margaret Hamilton (uma das primeiras Engenheiras de Software) e Carol Shaw (primeira mulher desenvolvedora de jogos eletrônicos no mundo) abriram caminho para novas gerações. Hoje, políticas de inclusão e organizações incentivam mais mulheres a ingressarem na profissão.
A baixa representatividade feminina na engenharia é resultado de uma combinação de barreiras culturais, educacionais e estruturais que se perpetuaram ao longo dos séculos. A história mostra que, mesmo com avanços, a presença das mulheres nessa área ainda enfrenta resistências profundas.
Desde a Antiguidade, as ciências exatas e técnicas eram dominadas por homens, enquanto às mulheres eram destinadas a funções domésticas ou áreas "suaves", como o ensino básico e a enfermagem. No século XIX, quando as primeiras universidades de engenharia surgiram, as mulheres eram formalmente proibidas de ingressar.
Mesmo com o acesso gradual das mulheres ao ensino superior, muitas enfrentaram (e ainda enfrentam): Preconceitos em sala de aula, ser minoria em cursos dominados por homens levou a casos de assédio, desvalorização e isolamento. A falta de referências femininas por perto, a ausência de professoras e engenheiras em posições de destaque dificultou a identificação de modelos a seguir. Estudos mostram que currículos com nomes femininos têm menos chances em áreas técnicas, mesmo com a mesma qualificação.
Mesmo após se formarem, as engenheiras enfrentam desafios como diferença salarial, mulheres ganham menos que homens mesmo estando na mesma função. Ambientes hostis e falta de políticas de inclusão contribuem para a evasão de profissionais mulheres, poucas alcançam cargos de liderança em grandes empresas de tecnologia e construção.
A falta de mulheres na engenharia não é apenas uma questão de igualdade de gênero, mas um problema econômico, social e tecnológico com impactos negativos em múltiplas dimensões. Quando metade da população (mulheres) é desencorajada ou excluída desta área, a sociedade perde diversidade cognitiva, limitando a criatividade e a capacidade de resolver problemas complexos. Se queremos tecnologias mais eficientes e inclusivas, economias mais fortes e competitivas, uma sociedades mais justas e igualitárias, então precisamos de mais mulheres na engenharia.